sexta-feira, 19 de outubro de 2012
ideia suicida
sábado, 13 de outubro de 2012
argila
terça-feira, 2 de outubro de 2012
visita-me
sábado, 15 de setembro de 2012
chamada a cobrar-se
sábado, 1 de setembro de 2012
não estou
quinta-feira, 30 de agosto de 2012
marcos e maria
sábado, 25 de agosto de 2012
3 por 10
O menino cresceu alto e forte.
Feição imponente, voz de locutor.
Infelicidade. Vítima da própria sorte,
Ele agora vende bala no metrô.
ponto
quinta-feira, 23 de agosto de 2012
sessenta minutos
segunda-feira, 23 de julho de 2012
desculpas
Escuta.
Você precisa me ouvir. Não pode simplesmente decidir que acabou e
virar as costas sem ao menos me dar uma chance de me explicar. Eu
senti tanto a sua falta. Eu não sei mais ficar sozinho. Vamos, não
pode ser o fim agora. E tudo o que já vivemos? Você não pode
ignorar o fato de que fomos felizes, de que somos felizes juntos.
Essas coisas acontecem, mas temos de mostrar a todos que nosso amor é
maior que isso. Que nós dois somos mais importantes que isso. Vem
cá, sente-se ao meu lado. Não posso acreditar que não sinta minha
falta. Seja mais tolerante, sim? Não vai acontecer de novo. Aquele
dia eu não estava em mim. Os caras chegaram aqui com cerveja e me
arrastaram pra lá. Eu sei que se não tivesse bebido não
aconteceria. Eu juro que não a procurei, ela me provocou. Poxa, eu
sou homem. Tente entender o meu lado. Você foi pra tão longe e
demorou tanto. Não, não. Não estou colocando a culpa em você. Me
ouça. Tudo bem, você está certa. Esqueça o que eu disse. Não,
não vá embora. Ainda precisamos conversar. Não atravesse essa
porta, por favor. Volte aqui. Me desculpe. Me desculpe por essas
frases feitas e pouco sinceras. Por favor, olha pra mim. Sei que não
estou fazendo sentido. É que a possibilidade de te perder me deixa
apavorado, irracional. Me dê mais uma chance! Deixe-me começar de
novo. Eu te amo tanto. Por favor, me perdoe. Eu te traí.quinta-feira, 19 de julho de 2012
lembranças, joplin e chardonnay II

Acho que vou trocar meu carro. Já cansei dele mesmo. Meu Opala Metálico Azul adquirido pra te impressionar, só porque amava a tal música. Eu era jovem e fodido e ainda assim economizei e o comprei por você. Deve ser verdade essa conversa de que deixamos de ser racionais quando apaixonados. Nos tornamos perfeitos idiotas. De qualquer forma, o Opala já não faz mais tanto sentido. Eu te vejo nele. Na verdade, ele transpira você. Mantê-lo é me torturar. De que me adianta lembrar teu sorriso se já não sou a razão dele? Quando nos deixou me privou do teu sorriso. E do meu. Sinto falta dele. Sinto falta de te ver dançando pela casa ao som de Dezesseis. Sinto falta de brigar contigo por mexer nos meus LPs. Sinto falta de te telefonar, mas não posso. Não vou. Admito que sinto sua falta. E que inferno é sentir isso. Vou me livrar do carro e do seu fantasma. Comprar outro esportivo. Quem sabe um Porche agora que posso? Sim, um porche. Assim teria uma desculpa pra te ligar e até fazer referência à Mercedes-Benz. Você ficaria feliz? Talvez percebesse que tenho ouvido sua Janis. Que tenho te ouvido. Que tenho me importado com essa ausência tão presente.
conselho de mãe
Então aceite que acabou. De nada adianta negar a realidade. Ouça a música de vocês repetidas vezes até que ela perca o sentido. A ofereça a um amigo em um momento alegre. Ressignifique lugares, objetos, coisas que tenham feito juntos. E não se esqueça de queimar as cartas. Sem relê-las. Te traria falsas esperanças. E tudo que precisa agora é das verdadeiras.
Ignore, no entanto, o conselho mais tolo e mais falado. O de tentar esquecer. Não se apaga parte da vida assim. Isso roubaria o seu sentido. Não se esqueça de quem já te fez feliz, de quem adicionou tanto à sua história. Você aprendeu muito, não foi? Então por que excluir isso? Apenas filtre os pensamentos que te puxarem pra baixo. Esses você deleta. E o que sobrar daí, você molda e transforma numa das coisas mais preciosas que se pode ter e que nada levará de você: SABEDORIA.
quinta-feira, 21 de junho de 2012
anfetamina

quarta-feira, 20 de junho de 2012
cowboy
sexta-feira, 8 de junho de 2012
abraço
terça-feira, 22 de maio de 2012
Bloqueio Criativo
Recreio imaginativo
Creio eu
Anseio novas criações
Escrevo
Ideias em blocos
Desconexas
Reescrevo, recrio.
Que vejo cravado
No bloquinho antigo?
Passado esquecido
Quiçá a cura
Do bloqueio criativo
quarta-feira, 2 de maio de 2012
então eu lembro
quarta-feira, 7 de dezembro de 2011
ossos e fluido
sábado, 19 de novembro de 2011
Azul
quinta-feira, 6 de outubro de 2011
2 segundos
Ontem, no trem, um gesto me
chamou atenção. A parada em uma das estações, antes de desembarcar, um homem
fez o sinal do cruz e só então seguiu. Como pouca religiosa que sou, o primeiro
pensamento que me veio a mente me fez rir: em quais situações as pessoas
costumam se benzer? Em situações desafiadoras ou perigosas. A idéia de aquele
homem ter medo de um simples trem me pareceu cômica demais. Depois me condenei
por esse pensamento. Observei mais atentamente o homem. Roupas gastas, um olhar
cansado. Linhas de expressão muito marcadas e pele maltratada pelo sol. Passava
das dez da noite e muito provavelmente aquele senhor de quarenta e poucos anos estava
voltando de um dia duro de trabalho. A julgar pela aparência, sua situação
financeira não devia ser exorbitante. Revi as possibilidades. O que ele poderia
estar pensando quando levou a mão à testa, ao peito e depois aos ombros? Talvez
tenha sido um “Muito obrigado, Senhor. Estou chegando em casa em segurança e
gostaria de agradecer por ter me acompanhado e pedir que continue me guardando.”
Ou quem sabe “O que aconteceu agora há pouco não foi fácil e agradeço por ter
iluminado minha mente e ter me guiado para o caminho correto.” De qualquer
forma, foi uma manifestação de fé.sábado, 20 de agosto de 2011
gelo & fogo
quarta-feira, 3 de agosto de 2011
impulso paranóico
De uma forma estranha, ainda pulsa
Não fica difícil de acreditar
Quando toco tudo o que foi destruído
Mas ainda respiro.
Ideias atravessam minha mente
Como raios que abalam uma construção
E o medo do meu ódio corrói minhas entranhas
Mas continuo viva.
E tudo torna a fazer sentido
Enquanto veias e artérias sangram num grito letal
Sentindo a falta do coração que eu arranquei pra te dar.
Eu ainda penso.
Eu ainda respiro.
Eu ainda vivo.
E tudo volta pro lugar.
meus traços
Meu bem, descansa .Tudo vai ficar bem.
Basta lembrar do que fomos,
temos, sentimos e somos
E, amanhã, de um jeito incerto
Você me sentirá mais perto.
Guarda essas tralhas, amor
Já não fazem sentido
Ouve a canção que te fiz
Eu ainda estou contigo.
Refaz nossos passos
Reconheça meus traços
Me sinta nos braços
Recolha meus pedaços e os guarde só pra si.
quarta-feira, 27 de julho de 2011
lembranças, joplin e chardonnay

quinta-feira, 14 de julho de 2011
pra não dizer que te amo

Pra não dizer que te amo
Pinto o mundo de grafite
Mudo o sentido da grafia
E o significado das palavras
Corto ruas, dobro esquinas
Invento toda uma filosofia
Troco o tempo dos verbos
E digo do amarei que sentia
Pra não dizer que te amo
Inverto as letras do alfabeto
Ponho o sol à meia noite
E cinco luas na matina
Confundo a psicologia
E semeio giraluas
Volto a ser uma menina
Pra não dizer que te amo
Emudeço sem razão
Desabrocho flores mortas
Pulo os dias, minto as horas.
Para que tentar dizer com fonemas sem expressão o que os olhos gritam tão bem?
aqui jaz minha disposição para amar

terça-feira, 12 de julho de 2011
neologia
domingo, 10 de julho de 2011
fechando e abrindo a geladeira a noite inteira... ♪♫
Deitar, dormir. Fechar os olhos. Abrir os olhos. Ler um livro. Ouvir música. Assistir TV. Reorganizar o armário. Por os livros em ordem alfabética; e os CDs e DVDs em ordem crescente de ano de lançamento.
Volta ao começo.
Encostar a cabeça no travesseiro. Fechar os olhos. Abrir os olhos. De novo. Dormir, dormir, dormir – coisas demais na mente –. Conversas inacabadas, gritos guardados, sentimentos inalteráveis, lágrimas reprimidas. Minha cabeça girando, girando, girando.
Mais uma vez. Deitar. Respirar. Concentrar. Ler.
“Foi quando meu pai fez menção de se levantar. E, agora, era a minha...”– Brigas; risos; você; declarações –. Esquecer. Tentando: “...era minha vez de segurar...” – Você – “segurar a...” – Nós – “...a sua perna. Mas ele tirou a minha mão...”*. – Você; nós; ela; você e ela. Tudo rodando aqui dentro. – “Foi quando meu pai...”. Desistindo.
Eu me desvencilhando de você.
Deitar. Fechar os olhos. Abrir os olhos. O teto. Mais uma noite longa...
(*Trecho retirado do livro O Caçador de Pipas – Khalled Hosseini)
púrpura, gris e escarlate
sexta-feira, 8 de julho de 2011
assalto a banco

quinta-feira, 7 de julho de 2011
rascunho de carta a um velho amigo

















